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Mais Boa Forma

Tudo sobre fitness, exercício físico, saúde, emagrecimento, boa forma e estilo de vida.

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10 de Junho, 2015

Actividade Física e os seus Benefícios

Luísa de Sousa

 

 

 

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A atividade física (AF) pode ser entendida, enquanto conceito biológico, com um qualquer movimento produzido pelos músculos esqueléticos, que resulta num aumento do metabolismo basal (Bouchard, Shephard & Stephens, 1993), ou então pode ser encarada como a realização de qualquer tipo de movimento associado à contração muscular que faz aumentar o dispêndio de energia acima dos níveis de repouso (Caspersen, Powell, & Christenson, 1985), englobando aqui, toda e qualquer atividade realizada diariamente, que contribua para esse fim e que modifique o consumo calórico diário, contemplando as atividades do dia-a-dia, o que muitos denominam de atividades de vida diária (AVD).

 

Tendo em conta esta abrangente definição de AF, Ettinger, Mitchell e Blair (1996) defenderam a existência de dois tipos de AF: a AF como estilo de vida e a AF com exercícios estruturados, indicando que ambos são benéficos para a saúde. A AF como estilo de vida, inclui atividades como subir e descer escadas, caminhar, jardinagem, sendo portanto, todas as atividades que mantêm a pessoa ativa no seu quotidiano.

 

A AF com exercícios estruturados, inclui o exercício físico, que representa uma das formas de AF planeada, estrutura e efetuada de forma sistemática e periódica, tendo por objetivo a melhoria da aptidão física ou a reabilitação orgânica funcional (Caspersen et al., 1985).

 

Como exemplo deste tipo de AF refere-se a natação, o ciclismo, o jogging, a musculação, o ioga, o pilates e todos os desportos ativos. Estes programas devem contemplar as componentes da aptidão física e funcional como a força, a resistência cardiorrespiratória, a flexibilidade, o equilíbrio e a coordenação (Malbut, Dinan & Young, 2002).

 

Também a OMS (1997) inclui na sua definição de AF todos os movimentos realizados no dia-a-dia, incluindo o trabalho, o lazer, o exercício físico e as atividades desportivas.

 

Atualmente os indivíduos vivem mais tempo, razão pela qual é imprescindível determinar o grau e os mecanismos pelos quais a AF pode melhorar a saúde, capacidade funcional e a independência dessa população (Mazzeo et al., 1998).

 

Mota (1997), refere que a AF tem vindo a assumir uma crescente importância na sociedade moderna, fato este que não pode ser dissociado de um outro conceito que é o da saúde, traduzindo-se este aspeto num conjunto de referências, como o bem-estar e a qualidade de vida (QV).

 

Na conceção de Kraus (1977), a melhor forma de preservar a capacidade física e funcional, na fase adulta e na velhice, é iniciar a prática de exercício na infância e dar-lhe continuidade durante toda a vida.

 

 

No entanto, Skinner (1993); Katch e Katch (1998), defendem que independentemente da idade em que se inicie a prática da AF, conseguem-se adaptações positivas e benefícios, no âmbito da saúde, bem-estar, QV dos indivíduos, se praticada de uma forma, regular segura e sistemática e bem adaptada em quantidade e qualidade às características dos indivíduos.

 

De acordo com Barata (1997), todas as vantagens da AF podem ser divididas em dois grandes grupos: os ganhos em termos de saúde e a melhoria da condição física. A procura de uma determinada QV passa pela saúde, independência na realização das tarefas e sentimento de bem-estar e satisfação (Spirduso, 1995).

 

Para Berger (2005), a mobilização de todas as partes do corpo através de movimentos coordenados e a manutenção de um bom alinhamento corporal permitem ao organismo desempenhar eficazmente todas as suas funções (respiração, circulação, regulação, eliminação, etc.).

 

A AF quando praticada regular e progressivamente, mesmo numa intensidade pouco elevada, produz efeitos no sistema músculo-esquelético, cardiovascular, respiratório e endócrino.

 

No que respeita à saúde, o efeito benéfico nestes sistemas está associado a inúmeros benefícios, onde se inclui o decréscimo na mortalidade e da morbilidade; diminuição do risco de doenças coronárias e combate à hipertensão, devido à redução da pressão arterial em repouso; combate à diabetes mellitus devido à melhoria do metabolismo da glicose (Nahas, 2003).

 

O exercício físico é uma componente fundamental na terapia ou reabilitação de muitas doenças, mas este é ainda mais importante na prevenção dessas mesmas doenças (Barata,1997).

 

Uma AF regular de intensidade moderada proporciona uma melhoria nos níveis de força, capacidade aeróbia, flexibilidade, equilíbrio, agilidade, coordenação, entre outras capacidades.

 

O equilíbrio destas capacidades contribui para a manutenção da densidade óssea, evitando ou diminuindo o risco de osteoporose e as complicações que daí advêm (Kell, Bell & Quinney, 2001).

 

Um abraço

Luísa de Sousa